quinta-feira, 5 de maio de 2011

RELAÇÃO MAIA - ATLANTES

maias

 

 

atlanteotl-mediuOs maias em si representam a cultura atlante. Este vasto continente que hoje jaz submerso no fundo do oceano que leva sue nome. ATLAS, o mais antigo de seus astrólogos, foi seu rei; a mente poética dos filhos da Hélade o pintaram como um gigante sustentando sobre seus ombros e não sobre a sua mente poderosa, a máquina celeste.

 

 


Seus filhos, os titãs pretenderam escalar o céu. Mas Deus os confundiu e uma noite o mar e o trovão enfureceram-se; trêmula trepidou a Europa e desperta pelo estrondo, não viu já o mundo irmão...

 


Somente TEIDE ficou para dizer à humanidade: “Aqui foi em tempos a famosa Atlântida”. Cada raça tem 7 sub-raças e morre. A quarta raça atlante teve também estas sub-raças.


Cresceram no orgulho os da terceira e quarta sub-raças atlantes dizendo: “Somos os reis, somos os deuses”. Tomaram esposas de formosa aparência da Raça dos ainda sem mente, ou de “cabeça estreita”, engendraram monstros, demônios maléficos, homens machos e fêmeas e também KHADOS com mentes pobres. atlas

 


Construíram formosas e enormes cidades. Esculpiram suas próprias imagens segundo seu tamanho e semelhança e as adoraram. Os fogos internos já haviam destruído a terra de seus pais (a Lemúria), a água ameaçava a Quarta raça (ATLÂNTIDA).

 


As primeiras grandes águas vieram e submergiram as 7 grandes ilhas. Os bons foram salvos e os maus destruídos.

 


Poucos homens restaram, alguns amarelos, outros de cor castanha e negra, e alguns vermelhos. Os da cor da Lua, os TUATHA, haviam desaparecido para sempre. Transcrevemos em continuação um manuscrito maia que á parte da famosa coleção da “O PLONGEON”, os manuscritos de TROIANO que podem ser vistos no Museu Britânico.

 


“No ano 6 de kan, o IIº muluc, no mês de zrc, ocorrem terríveis terremotos que continuaram sem interrupção até 13 chuen. No país das montanhas de barro a terra de “UM”, foi sacrificada”.

 


Antigas_Civilizacoes“Depois de duas comoções, desapareceu durante a noite, sendo constantemente sacudida pelos fogos subterrâneos, que fizeram com que a terra afundasse e desaparecesse várias vezes em diferentes lugares. Pereceram 64 milhões de habitantes 8.000 anos antes de escrever este livro”.

 


Nos arquivos antiquíssimos do antigo templo de LHASA (TIBET) pode ver-se uma antiga inscrição caldéia, escrita 2.000 anos ante de Cristo, que a letra diz: “Quando a estrela BAL caiu no lugar onde agora somente existe mar e céu (OCEANO ALTÂNTICO), as sete cidades com suas portas de ouro e templos transparentes tremeram e sacudiram-se como as folhas de uma árvore agitadas pela tormenta”.

 


“E eis aqui que ondas de fumaça e de fogo elevaram-se dos palácios. Os gritos de angústia da multidão enchiam o ar”. Buscaram refúgio em seus templos e cidades e o sábio MU, o sacerdote de RA-MU apresentou-se e disse-lhes: “Não os predisse isto?” os homens e as mulheres cobertos de pedras preciosas e brilhantes vestimentas, chamaram dizendo; “MU salva-nos”, e MU replicou-lhes: “morrereis com vosso escravo e vossa riqueza e de vossas cinzas surgirão novas nações”.

 


“Se eles, (REFERINDO-SE À QUINTA RAÇA ÁRIA), esquecem-se de ser superiores, não pelo que adquirem e sim pelo que dão, a mesma sorte tocar-lhes-á”. As chamas e a fumaça afogaram as palavras de UM, e a terra fez-se em pedaços, submergindo com seus habitantes em alguns meses”.

MapaAntigo


Que podem dizer os críticos ante estas duas histórias, uma do Tibet e outra da Mesoamérica? Ambas relatam a catástrofe atlante. A famosa história do dilúvio universal, cujas versões encontram-se nas tradições de todas as raças humanas, são simples lembranças da grande catástrofe atlante. Todos os povos antigos veneraram e adoraram os deuses santos que viveram na Atlântida e que hoje moram no EMPÍERO.

 


A ATLÂNTIDA unia geograficamente a América e o Velho Mundo. As civilizações da Indo-América tem sua raiz no continente Atlante. Momentos antes da catástrofe Atlante retirou-se o povo seleto. Alguns vieram a Meso-América e outros à Meseta Central da Ásia. Colonizaram o Tibet, Pérsia, Egito, etc.

 


Em pleno Egito encontram-se ainda pirâmides maias. Existe plena documentação de que o Mestre Jesus aprendeu o Maia no Tibet. Lá falava-se Maia. Prova disto temos a frase pronunciada do Gólgota, é uma frase maia que os judeus não entenderam porque não falavam Maia, ELI LAMAH ZABCTANI, significa “OCULTO-ME NA PREALBA DE TUA PRESENÇA”.

 


Estabeleceu-se que a ciência religiosa conhecida por Jesus, o Cristo no Egito, na Índia e no Tibet, era Maia. Existiu um profundo ocultismo Maia conhecido, sem dúvida por Cristo, que escolheu seus símbolos (MAIAS) como sustentação de suas idéias de amor fecundo. Não pode ser casualidade que haja escolhido a cruz maia, a trindade e os doze apóstolos e muitos outros símbolos para sustentar o imenso sentido científico religioso de seus ensinamentos.

 


Os maias-atlantes trouxeram sua ciência religião a Meso-América, Tibet, Índia, Pérsia e Egito, foram grandes civilizadores. Já se passaram 12 katuns e aguardamos o katun 13, ano 2043, daqui em diante a catástrofe final é inevitável para a raça ariana que atualmente habita os continentes do mundo. O katun 13 é definitivo, os MAIAS o aguardam.

 


Perguntaram a um ancião maia:
- TEU FILHO O VERÁ?
Respondeu:
- NÃO. MEU FILHO NÃO O VERÁ.
- TEU NETO O VERÁ?
- NEM MEU NETO O VERÁ...


SAMAEL AUN WEOR – A Doutrina Secreta de Anahuac

quarta-feira, 4 de maio de 2011

OS MISTÉRIOS DA PEDRA DA GÁVEA II

daniel16

Foto de Daniel R. Carneiro

 

No dia 6 de agosto de 2000 o jornal O GLOBO publicou a matéria que se segue.


Desvendado o enigma da Pedra da Gávea


Eric Brücher Camara


gavea_esfingeEsfinge, tumba fenícia, portal para o mundo subterrâneo? Há quase 200 anos os mistérios da Pedra da Gávea intrigam excursionistas, pesquisadores e esotéricos. No último dia 28, uma expedição de cientistas das UFRJ e da Uerj, acompanhada por repórteres do GLOBO e guiada pelo montanhista Sérgio Marcondes, da Outdoor Consultants, desvendou o enigma. Foram necessárias quase 14 horas de caminhada para levar o equipamento GPR (sigla em inglês para radar de penetração no solo), que "enxerga" através da rocha, até o alto dos 842 metros da pedra. O resultado deve decepcionar os iniciados:
- Os dados obtidos não mostraram nada além de rocha maciça na Pedra da Gávea - diz a geofísica Paula Ferrúcio da Costa, professora e líder da equipe de cientistas da UFRJ.


A existência de uma cavidade seria indício de que a pedra seria a tumba do rei fenício Badezir, que em 850 a.C. teria sido enterrado num salão ao lado de dois filhos, dois escravos e uma galera. A teoria surgiu no século XIX, com um certo frei Custódio, especialista em epigrafia (estudo de inscrições em pedra), que teria alertado dom João VI para a existência de inscrições na Pedra da Gávea. A lenda ainda existe, às vésperas do 31º Congresso Internacional de Geologia, que começa hoje no Rio.


Em 1839, uma expedição do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) não conseguiu confirmar se as marcas tinham sido feitas pela mão do homem ou pela ação do tempo. A dúvida persistiu e, em 1930, foi publicado o livro "Inscripções e tradições da América pré-histórica", de Bernardo de Azevedo da Silva Ramos. Nele, o arqueólogo amador traduzia as supostas inscrições. De acordo com Ramos, elas diziam "Tiro, Fenícia, Badezir, primogênito Jethbaal" - sendo Tiro uma das cidades-estados da Fenícia e Badezir outra grafia de Baalazar, que teria reinado naquela cidade entre 855 e 850 a.C.
- As tais inscrições não passam de falhas geológicas. Com as intempéries, os minérios mais sensíveis gastam e o resultado ficou com a aparência de inscrições - afirmou o geólogo Marco André Malmann Medeiros, da Uerj.


gavea1Balde de água fria nos seguidores da Sociedade Brasileira de Eubiose, que cultuam a Pedra da Gávea como um dos marcos do "Brasil fenício". Em seus escritos, o patrono do grupo, Henrique José do Nascimento, compara a forma da pedra a uma esfinge egípcia e conta a história dos fenícios Jethbaal, sua irmã Jeth Baal-Bey e o pai, Badezir, que teriam sido expulsos de Tiro.


- Ainda não há prova científica da vinda dos fenícios ao Brasil. Nem no Rio, nem em outro estado - afirmou o professor Francisco Otávio da Silva Bezerra, antropólogo cultural e um dos fundadores do Centro Brasileiro de Arqueologia.


O portal dos fenícios, uma reentrância retangular de cerca de 15 metros de altura bem próxima ao cume da Pedra da Gávea, também é objeto de lendas. A mais fantástica conta que o portal seria a entrada para Agarta, império subterrâneo com milhares de habitantes.


Se a arqueologia não confirma a tese dos fenícios e tampouco a descarta, a geologia é mais categórica: as medições realizadas com o GPR pelos geofísicos da UFRJ, no dia 28 de julho, não apontaram qualquer reentrância atrás do portal.


O diagnóstico também é desanimador para quem esperava um túnel escondido. Os geofísicos Carlos Eduardo Guerra e Marcelo Marques, da UFRJ, analisando os gráficos obtidos pelo equipamento, descartam a existência de qualquer caverna nas proximidades do portal.


A aura de mistério da Pedra da Gávea atraiu de cientistas a esotéricos, passando pelo cantor Roberto Carlos; o ator José Mojica Marins, o Zé do Caixão; o tecladista inglês Rick Wakeman; e o paranormal Uri Geller. Em 1952, a revista "O Cruzeiro" publicou uma das primeiras fotos de disco voador de que se tem notícia, bem ao lado da pedra. Hoje, sites na Internet difundem lendas para todos os gostos. Em 1989 foi a vez de o filme "Os Trapalhões na terra dos monstros" explorar a suposta origem fenícia da pedra.


Em 1973, a revista "Planeta" publicou uma entrevista com o vidente Alex Madruga, que garantiu ter visto vultos que vestiam mantos de cor púrpura bordados a ouro. Anos depois, foi a vez de Uri Geller dizer que sentira vibrações na pedra, que teria sido palco de sacrifícios.


pgav3Em 1977, o escritor Erich von Däniken, autor do best-seller "Eram os deuses astronautas?", escreveu o prefácio do livro "Mensagem dos deuses: para uma revisão da História do Brasil", do jornalista Eduardo B. Chaves, obra dedicada à Pedra da Gávea. Entre as teorias apresentadas, está a de que os descendentes dos habitantes de Atlântida - o continente perdido citado pelo filósofo Platão em um de seus "Diálogos" - teriam modelado a pedra.


A Internet oferece farto material com outras explicações. Um dos mais respeitados sites sobre cultura fenícia, apresenta um texto em que o autor lista vestígios da cultura fenícia no Brasil, entre eles inscrições na Pedra da Gávea.


Uma velha vontade de ver fenícios por toda a parte Vontade não faltou para encontrarem vestígios de fenícios ou vikings no Brasil. O historiador Johnni Langer, da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, procura esclarecer na tese de doutorado "A arqueologia no Brasil Império" tamanha disposição de arqueólogos e cientistas da época para descobrir sinais de outras civilizações avançadas anteriores à chegada dos descobridores, em 1500. Langer chegou à conclusão de que os esforços faziam parte da construção de um nacionalismo comparável ao da Europa.


- Foi a época em que se começou a construir a nação. E o berço da civilização não podia ser apenas a Europa - explica o historiador, que dedicou o capítulo "O enigma de uma esfinge" aos mistérios da Pedra da Gávea.


A tese traça um paralelo entre as "descobertas" fenícias no Brasil e a interpretação de inscrições ditas fenícias nos Estados Unidos. Em 1680, o americanista francês Antonio Court de Gebelin estudou as inscrições da pedra de Dighton, no estado de Massachusetts e chegou à conclusão de que eram de procedência fenícia. Para ele, os fenícios haviam estado em toda a Terra. Porem até o momento não provaram quem esculpiu aquele enorme rosto que chamou a atenção do Portugueses desde Don Pedro, e que qualquer carioca já viu. Quem o fez? De onde veio? Criação da natureza?

 

Agaphe 93 .’.

 

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sábado, 30 de abril de 2011

Conhece-te a Ti Mesmo

krishnamurti



Por J. Krishnamurti, tal como impresso na revista The Herald of Star no número de Maio de 1925

Penso que não existe tema mais interessante ou mais prometedor, ou de forma alguma mais excitante, do que o estudo de nós mesmos. Aos 15 ou 16 anos, estamos submersos em nós mesmos. Não há nada que nos interesse tanto. Depois apaixonamo-nos por alguém; mas ainda assim estamos extasiados com nós próprios. Há, descobrimos, muito mais inteligência no estudo de nós mesmos, e muito pouco pensamento dedicado aos outros. E de bom grado damos a uma quiromante 15 rupias para ela nos contar tudo sobre nós. E sentimo-nos bastante confortáveis com o pensamento de que iremos ser grandes um dia – sem, aparentemente, ter que lutar por essa grandeza. Existe apenas um tema que nos atrai e esse somos nós mesmos. Discutimo-nos, e de uma forma aprobatória consideramos como nos comportar, de que modo desenvolvermo-nos, e por aí em diante.


Parece-me que se pensarmos inteiramente deste ponto de vista, deste ponto que unicamente nos interessa a nós, não entenderemos porque é que existimos, ou porque qualquer coisa neste mundo, de todo, existe. Claro que é verdade que primeiro temos de nos compreender a nós mesmos antes de querer descobrir seja o que for sobre a vida em geral. Filosofia, religião e outros temas não possuem real valor, real controlo sobre um indivíduo, ou apenas têm uma pequena influência, quando somente apontam como podemos escapar a certas coisas, como evitar o mal, e por ai fora. Mas aqueles de nós que são membros da Star, ou pertencem a tais organizações, deverão ter a ideia de um plano definido que está a desenvolver-se.


Estamos em posição de examinar as coisas que nos são mais valiosas – coisas que produzem em nós o desejo de evoluir. Em todos nós existe o desejo de descobrir por nós mesmos até onde podemos compreender quem somos e o que nos afecta. A pessoa comum está de longe mais interessada nela mesma do que em qualquer outra. Luxúria, conforto, felicidade, tudo tem que apoiar os seus fins. Quando tudo foi feito para a satisfazer então somente pensa nos outros. Quando eu tiver comido e dormido o suficiente, voltar-me-ei para pensar nos outros. Esta é a visão comum. Se tiveste amor em abundância, ou felicidade, és levado a pensar no outro.


Mas para alcançar essa felicidade, devemos descobrir até onde nos encaixamos num plano definido. Devemos estar cientes de que há um plano em que cada um de nós tem um papel a representar, e devemos possuir a determinação na qual agiremos, com a qual deveremos criar o ambiente no qual caberemos – ou não; e se estivermos dispostos a procurar com a atitude correcta deveremos ser capazes de descobrir até onde nos encaixaremos nesse plano. Para mim, posso imaginar que os deuses eleitos disseram que Krishna deverá encaixar-se num certo plano estabelecido, e que o quer que seja que ele faça, não terá valor, e enquanto encaixar nesse plano, Krishna crescerá e será feliz. Eu estava interessado e observava-me a mim mesmo, e podia ver de ano para ano uma mudança definida, uma orientação definida, uma transformação definida e podia ver qual era o meu definido papel. E assim cada um de nósjiddu-krishnamurti10deverá descobrir que caminho percorrer e qual a especialidade a ter.


Acontece frequentemente que a maioria de nós está disposta a subir até ao altar e verter a nossa devoção. A devoção existe, em diversos graus, na maioria de nós, mas não pode nem deve satisfazer-nos. Se eu fosse ter com a Dr.ª Besant e lhe disesse: “Estou disposto a servi-la em qualquer das minhas capacidades. Estou disposto a sacrificar tudo e o meu único desejo é trabalhar para obter conforto, independência, e por aí fora,” ela diria, “Oh, muito bem; que capacidades trazes contigo. De que modo queres prestar serviço ao Mestre?” A devoção deve ter um escape na actividade física; e desta forma se tivermos de determinar qual o papel que cada um de nós tem de representar, antes de nos oferecermos, devemos descobrir quais as capacidades que temos. Quando para um Teósofo ou um membro da Star ou qualquer outro, o chamamento aparece como “sacrifica tudo e vem ao Mestre,” não é suficiente pedir ao Mestre que aceite somente a nossa devoção; devemos dar-lhe qualquer coisa que lhe permita guiar-nos. Por outras palavras, devemos trazer perante o Mestre certas capacidades e não aparecer apenas de mãos vazias. Se eu puder chegar junto do Mestre e dizer “Eu posso fazer isto ou aquilo, eu posso escrever ou pintar ou compor música ou representar,” Ele dirá: “Muito bem, esse é o teu caminho. Vai e procura, descobre quais são os teus talentos, e logo que os encontres, saberás como sofrer e servir.” Pois existem muito poucos que realmente conseguem dizer, “Eu posso fazer isto; ao longo desta linha reside o meu sacrifício ao serviço do Mestre.” Consideramos que nos sacrificámos quando terminamos sem algo do qual podemos facilmente abrir mão.


Se eu tivesse imaginado algo em particular que o Mestre quisesse realizado, eu tratá-lo-ia de outro modo. E se eu precisasse de riquezas, tê-las-ia acumulado, não para mim, mas para o Mestre, e ao acumula-las, saberia que tinha que me sacrificar, e tinha que suportar enormes sofrimentos e mal-entendidos. Mas é a atitude que conta. Estamos com medo de que as nossas capacidades não nos guiem pelo caminho que nos foi preparado. Assim temos que descobrir antes de servir realmente, de que maneira cada um de nós pode servi-Lo, de que modo podemos oferecer o nosso sacrifício, e ao descobrir qual o nosso caminho deveremos descobrir a qual tipo pertencemos, se ao tipo que vai para o mundo e se desenvolve no mundo, por assim dizer, ou é deixado numa estufa e evolui, como uma planta, igualmente cheio de força. Há pessoas que trabalham no mundo por vários anos, que trabalham e fazem de tudo sem descobrir qual o propósito da vida. Descobrem o seu propósito por acaso, mas acumularam tanto do que o mundo tem para dar que ao entrarem em contacto com as realidades espirituais abrem mão de tudo o que adquiriram, enquanto aqueles que cresceram numa estufa separados do mundo alcançam o objectivo por outro caminho.


Portanto tal não tem importância desde que tenhamos aprendido o que ambas as guerras de identidade podem oferecer, e não até então estarão aptos a servir o mundo. Imaginem apenas uma pessoa que é criada, diga-se, num templo onde é reprimida, onde desenvolve complexos. Assim que essa pessoa sai lá para fora para o mundo, tem a melhor das diversões; e é o mesmo com a pessoa que trabalha cá fora no mundo. Não podemos evoluir ao longo de uma linha definida. Devemos evoluir em todas as direcções e até lá não ajudamos e só atrapalharemos.


Tal como eu conheço o meu próprio caminho, também cada um de nós deverá descobrir o seu caminho e até essa descoberta ser feita não devemos estar prontos ou aptos para servir o Mestre. Aqueles de nós que têm imaginação, que em certo grau têm a capacidade de tomar uma visão impessoal da vida, podem descobrir isto. Mas a maioria de nós não têm o desejo de servir, nem o desejo de alcançar o seu caminho ou objectivo.


O nosso problema é que tal como no mundo exterior, temos os nossos direitos adquiridos. E desde que exista o elemento de egoísmo, não descobriremos o caminho. Cada um de nós quer que o Mestre desça até si; mas o que não aprendemos foi que, mesmo como imaginamos, se Ele descesse das nuvens, seríamos incapazes de O servir, porque não nos equipámos para Lhe prestar serviço.


Devemos descobrir de que maneira podemos servir, e isso implica a completa violação de nós mesmos, das nossas relações, etc. Não é que não tenhamos o desejo, nem a nostalgia que as grandes pessoas têm; mas em nós não é constante. Não existe aquela pressão contínua que nos mantêm a andar, a andar, a andar. Significa verdadeiro sacrifício, significa subjugar-nos em tudo e não deixar o ego (a personalidade, o eu) ficar-se por cima. Então deixaremos de distorcer as coisas para que se encaixem nos nossos preconceitos, mas compreendê-las-emos de um modo total; por outras palavras, tornam-se realmente simples.


Devemos ter a coragem e determinação para desistir; e quando subimos e atingimos uma certa distância, descobrimos o quanto de tolos somos ao lutar pelo que é tão trivial, tão simples. Existem tantos temas com os quais lutamos de uma forma tão complicada; mas se nós apenas nos deixássemos expandir um pouco, todos estes temas se tornavam simples, todas as complicações desapareceriam. Mas requer que nos observemos constantemente, que estejamos atentos para ver se estamos a fazer a coisa certa ou a coisa errada.untitled


Cada um de nós sabe destas coisas de fio a pavio, e mesmo assim se o Mestre chegasse e perguntasse o que cada um de nós soube fazer, de que modo agimos na sua ausência, de que modo cumprimos o nosso papel, quais seriam as nossas respostas? É surpreendente como não conseguimos mudar, como devíamos, tal e qual uma flor. A nossa crença embora forte, não é a crença de um homem que age com uma determinação fixa. Essas são, no entanto, as pessoas que o Mestre quer ao Seu serviço, e não somente aquelas que são apenas devotas, sem que essa devoção as conduza à acção. Se nós conseguirmos pôr de lado a nossa própria evolução, e trabalhar e esquecermo-nos de nós mesmos no trabalho, então seremos verdadeiramente servis e aproximar-nos-emos do Mestre. Pode ser que eu seja jovem, que eu não tenha sofrido como os mais velhos já sofreram, mas se o sofrimento pode desalentar o entusiasmo então mais vale não tê-lo. Mas o que foi que nos ensinou o sofrimento?


Como disse no início, não existe nada tão absorvente como o estudo de nós mesmos. Esse é o único assunto sobre o qual vale a pena pensar; porque significa mudança. Não existe ninguém para forçar os mais velhos, e portanto ficam cristalizados. O que interessa é descobrir o que podemos fazer e até onde nos podemos sacrificar; quanta é a nossa força e quais as nossas capacidades. Quando vemos pessoas numa atitude de reverência, penso frequentemente no que terão feito por via do sacrifício.


Nos anos que estão para vir, ou temos que nos adaptar rapidamente à corrente em mudança, ou sair completamente dela. Quando definitivamente agarrarmos um vislumbre do Plano, por mais passageiro que seja, e sabendo que devemos continuar, simplesmente continuaremos, porque é muito mais divertido do que somente marcar o tempo. O que interessa é termos de fazer qualquer coisa para mudar. A velhice não significa que não podemos mudar. Por outro lado, é mais fácil para os mais velhos, porque eles já tiveram a experiência, e o sofrimento; no entanto continuam do mesmo velho modo de perpétua negligência. Se querem ganhar dinheiro, vão e ganhem milhões, e dêem-nos ao Mestre, e podem fazê-lo se tiverem a atitude correcta. E é o mesmo com tudo o resto que queiram fazer – escrever á maquina, estenografar ou qualquer outra coisa que desejem que seja o vosso serviço para o Mestre. A atitude é o que conta e quando chegarem lá todo o resto se seguirá.



Postado por Fr Gemini .’.