sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Liber Librae - O Livro do Equilíbrio SVB FIGVRA XXX

 

A.·. A.·. Publicação em Classe B.


O. Aprende primeiro- Ó tu que aspiras a nossa antiga Ordem! - que o Equilíbrio é a base do Trabalho. Se tu mesmo não tens um alicerce, sobre o que irás tu estar para comandar as forças da Natureza?


1. Saiba, então, que como o homem nasce neste mundo em meio às Trevas da Matéria, e à luta de forças rivais; seu primeiro esforço deve, portanto, ser o de procurar a Luz atravez da reconciliação delas.


2. Tu então que tens provas e problemas, regozija-te por causa deles, pois neles está a Força, e por meio deles é aberta uma trilha àquela Luz.


3. Como poderia ser de outro modo, Ó homem, cuja vida é apenas um dia na Eternidade, uma gota no Oceano do tempo; como poderias tu, não fossem muitas as tuas provas, purgar tua alma da escória da terra? É apenas agora que a Vida Mais Elevada é assediada com perigos e dificuldades; não tem sido sempre assim com os Sábios e Hierofantes do passado? Eles foram perseguidos e ultrajados, eles foram atormentados por homens; ainda assim sua Glória crescera.


4. Regozija, portanto, Ó iniciado, pois quanto maior for tua prova, maior teu triunfo. Quando os homens te ultrajarem, e falarem contra ti falsamente, não tem dito o Mestre, "Sagrados sois vós"?


5. Ainda assim, Ó aspirante, deixa que tuas vitórias tragam a ti não a Vaidade, pois com o aumento do conhecimento acompanharia o aumento da Sabedoria. Ele que sabe pouco, pensa que sabe muito; mas o que sabe muito descobrira sua própria ignorância. Tu vês um homem sábio em sua própria presunção? Não há mais probabilidade de existir um tolo, do que ele.


6. Não sejas apressado em condenar outros; como conheces aquilo no lugar deles, tu poderias ter resistido a tentação? E mesmo se fosse assim, Porque deverias tu menosprezar aquele que é mais fraco do que tu mesmo?


7. Tu, portanto, que desejas Dons Mágicos, estejas seguro de que tua alma é firme e inabalável; pois é lisongeando tuas fraquezas que os Fracos ganharão poder sobre ti. Rebaixa-te ante teu Self; contudo, não temas nem homem nem espírito. O Temor é o fracasso, e o precursor do fracasso; e a coragem é o início da virtude.


8. Portanto, não temas os Espíritos, mas sê firme e cortês com eles; pois tu não tens direito a desprezá-los ou a injuriá-los; e isto também pode induzir-te ao erro. Domina e bane-os, amaldiçoa-os pelos Grandes Nomes se necessário for; mas nem zombes nem os insultes, pois assim, certamente, tu serás levado ao erro.


9. Um homem é aquilo que ele faz de si mesmo dentro dos limites fixados por seu destino herdado; ele é uma parte da humanidade; suas ações afetam não somente o que ele denomina de si mesmo, mas também a totalidade do universo.


10. Venera, e não negues o corpo físico que é tua conecção temporária com o mundo externo e material. Portanto, que teu Equilíbrio mental esteja acima dos distúrbios dos fatos materiais; vigora e controla as paixões animais, disciplina as emoções e a razão, alimenta as Aspirações Mais Elevadas.


11. Faze o bem aos outros para teu próprio bem, não por recompensa, não pela gratidão deles, não por compaixão. Se tu és generoso, tu não ansiarás que teus ouvidos sejam deliciados com expressões de gratidão.


12. Lembra que a força desequilibrada é perniciosa; que a severidade desequilibrada é apenas cueldade e opressão; mas que também a misericórdia desequilibrada é apenas fraqueza que consentiria e incitaria o Mal. Obra com paixão; pensa com razão; sê Tu mesmo.


13. O Verdadeiro ritual é tanto ação quanto palavra; é Vontade.


14. Lembra que esta terra é apenas um átomo no universo, e que tu mesmo és apenas um átomo disto, e que mesmo tu poderias tornar te o Deus desta terra na qual tu rastejas e te arrastas, que tu serias, mesmo então, apenas um átomo, e um dentre muitos.


15. Contudo, tem o maior auto-respeito, e para este fim não peques contra ti mesmo. O pecado que é imperdoável é rejeitar consciente e intensionalmente a Verdade, recear o conhecimento mesmo que aquele conhecimento não alcovites teus preconceitos.


16. Para obter o Poder Mágico, aprende a controlar o pensamento; admita somente aquelas idéias que estão em harmonia com o fim desejado; e não toda idéia difusa e contraditória que se apresente.


17. O Pensamento fixo é um meio para um fim. Portanto, presta atenção no poder do pensamento silencioso e da meditação. O ato material é apenas a expressão externa de teu pensamento, e, portanto, tem sido dito que "Pensar tolice é pecado". O Pensamento é o começo da ação, e se um pensamento ao acaso pode produzir muito efeito, o que não poderia fazer um pensamento fixo?


18. Portanto, como já tem sido dito, Estabeleçe-te firmemente no equilíbrio das forças, no centro da Cruz dos Elementos, a Cruz de cujo centro o Mundo Criativo brotou no nascimento da aurora do Universo.


19. Sê tu, portanto, pronto e ativo como os Silfos, mas evita frivolidade e capricho; sê enérgico e forte como as Salamandras, mas evita irritabilidade e ferocidade; sê flexivo e atento às imagens como as Ondinas, mas evita ociosidade e inconstância; sê laborioso e paciente como os Gnomos, mas evita grosseria e avarice.


20. Então, irás tu gradualmente desenvolver os poderes de tua alma, e encontrar te a comandar os Espíritos dos elementos. Por que esteves a convocar os Gnomos para alcovitar tua avarice, tu não irias mais comandá-los, mas eles te comandariam. Abusarias dos puros seres dos bosques e das montanhas para encher teus cofres e satisfazer tua fome de Deus? Rebaixarias os Espíritos do Fogo Vivo para servir a tua ira e ódio? Violarias a pureza das Almas das Águas para alcovitar teu desejo de devassidão? Forçarias os Espíritos da Brisa Noturna para servir a tua loucura e capricho? Saiba que com tais desejos tu podes apenas atrair o Fraco, não o Forte, e naquele caso o Fraco terá poder sobre ti.


21. Na religião verdadeira não há seita, portanto, preste atenção a que tu não blasfemes o nome pelo qual outro conhece seu Deus; pois se tu fazes isto em Júpiter tu irás blasfemar יהוה e em Osíris יהשוה. Pergunta e tu irás obter resposta! Procura, e tu irás encontrar! Bate, e será aberta a ti.

 

VM Therion

O mito de Édipo

 

A história de Édipo

Édipo nasceu em Tebas e era descendente de seu mítico fundador, Cadmos. Seu avô foi Labdacos (o "coxo") e seu pai foi Laios (o "canhoto").

Laios casou-se com Jocasta e teriam sido felizes como reis de Tebas se não fosse um problema: não conseguiam ter filhos. Por essa razão, muito religiosos, foram consultar o Oráculo de Delfos.

No templo, a pitonisa délfica revelou que teriam um filho dentro de pouco tempo, mas que ele estava destinado a matar o pai e casar-se com a mãe.

Eles se alegraram pelo filho. Quando ele nasceu, Laios lembrou-se do oráculo e mandou os servos matarem o bebê.

Levaram-no para uma a floresta, furaram-lhe os pés e o amarraram de ponta cabeça em uma árvore para ser devorado pelos animais selvagens.

Passaram por ali uns pastores de Corinto e o levaram. Deram-no aos reis de Corinto, que também sofriam por não ter um filho. O rei e a rainha adotaram-no como se fosse seu, e lhe deram o nome de Édipo, que quer dizer "pés furados".

Quando cresceu, Édipo começou a sentir-se diferente dos seus concidadãos e foi consultar o Oráculo de Delfos. Aí soube que estava destinado a matar o próprio pai e a casar-se com a mãe. Horrorizado, decidiu não voltar a Corinto, Pegou o carro e foi para bem longe.

Em uma estrada estreita, nas montanhas, encontrou um carro maior na direção contrária. Tentou desviar-se mas os carros acabaram chocando-se de raspão. O cocheiro do outro carro xingou Édipo que, revoltado, o matou. Então o patrão do cocheiro avançou sobre Édipo, que o matou também. E continuou a viagem.

Chegou a Tebas e encontrou a cidade consternada por dois problemas: o rei tinha morrido e um monstro, a Esfinge, estabelecera-se na porta da cidade propondo um enigma. Como ninguém sabia responder, a Esfinge ia matando um por um. Jocasta tinha oferecido sua mão a quem livrasse a cidade desse monstro.

Édipo foi enfrentar a Esfinge. Era um ser estranho, com corpo de leão, patas de boi, asas de águia e rosto humano. Seu enigma: O que é que tem quatro pés de manhã, dois ao meio dia e três à tarde?

Édipo respondeu que era o homem, porque engatinha quando criança, passa a vida andando sobre dois pés mas,velho, tem que recorrer a uma bengala. A Esfinge matou-se e Édipo, casando-se com Jocasta, tornou-se o rei de Tebas.

Tiveram quatro filhos. Os gêmeos Eteócles e Poliníces, Antígona e Ismênia. Foram felizes durante muitos anos. Mas, depois, uma peste assolou a cidade.

Édipo quis ir consultar Delfos, mas foi aconselhado a chamar Tirésias, um velhinho cego e sábio que vivia em Tebas. Este revelou que a causa era o assassino de Laios, que continuava na cidade. Édipo prometeu prendê-lo e matá-lo, mas o sábio revelou que ele mesmo era o assassino, porque Laios era o dono do carro que ele enfrentara.

Jocasta, envergonhada, suicidou-se. Édipo furou os próprios olhos e renunciou ao trono. Cego, precisou ser guiado por Antígona para ir a Delfos. Aí soube que devia ir a um bosque sagrado, em Colonos, perto de Atenas. Ajudado por Teseu, rei de Atenas, chegou lá. Encontrou um lago, onde tomou banho, e uma caverna, onde penetrou depois de mudar de roupa. Entrou na eternidade

domingo, 14 de dezembro de 2014

Consecução do Gênio

 

O que te move? Faze o que queiras! Quem somos? Qual o motivo de nossa existência? Apegos a tradições. Força, poder, gloria!

O que criamos de nós mesmos? Quem realmente somos? Processos mágicos. Tentativas de obter poder. Consecução do Gênio. O que é o gênio?

A importância que os eventos tem em nossa vida, mesmo sabendo que muitas vezes não é real! Já que duas pessoas podem ver a mesma coisa de formas diferentes, então quem está certa? A chave está na forma com que pensamos sobre as coisas, é o que nos faz ver de forma diferente. Já que um ladrão pensa que todos somos ladrões e que tudo é uma oportunidade de cometer o delito. Temos o direito de pensarmos o que quisermos.

Um amigo escritor dizia, para quando for escrever não pense, escreva sem se preocupar com os erros, ou com o que está escrevendo, para não perder a onda, o encanto, ou o movimento que nos faz escrever ou criar. porem nossa mente interfere e perdemos o impulso então o poder criador se dissipa e nos perdemos no que estávamos escrevendo. Crowley dizia as melhores jogadas de um esporte são as que não tem interferência da mente. Samael dizia, a melhor forma de pensar é não pensar. Não usar a mente intelectual. Também sabemos que a mente, apesar de podermos acalma-la ou dirigi-la, não cessa por um só segundo, assim vivemos muito mais tempo dentro do mundo das nossas imaginações, nos nossos sonhos com o futuro ou nossos sonhos com o passado, não vivendo o momento. E toda a informação mal recebida pelos 5 sentidos vão para o subconsciente e terão que ser trabalhadas no mundo dos sonhos. Por este motivo, muito, não despertamos em astral ou no mundo dos sonhos, já que o mundo subconsciente tem que organizar tudo que vivemos e que não trabalhamos conscientemente. Quando temos um mal sonho, um pesadelo, para tentarmos trabalhar as impressões mal digeridas, mal transformadas durante o dia, negamos este sonho maravilhoso, pois o mesmo apresenta os mais profundos medos angustias e fraquezas que temos em nos mesmos, e como pensamos que somos fortes, que não temos nada daquilo, como se o sonho, pesadelo, fosse algo externo e não algo nosso. Continuamos lidando com o subconsciente como algo que não somos nós, e ai está nosso erro. Aprendemos a maldizer o diabo, a negar o que mais profundamente somos nós. Que homem e que mulher no fundo acredita que é uma besta? Que o próprio demônio ou o anti-cristo somos nós mesmos?

[risos]... imagino neste momento alguns se exaltando, maldizendo, rechaçando ou apoiando o que digo, mentirosos! Apego e aversão, não pertencem a nossa real natureza. A quem realmente somos. O que? Deveria ter mais piedade com o que digo? Ou ser menos agressivo? Lamento mas o trabalho esotérico não é para os fracos. Os fracos presos a seus pesares, a seus dogmas, crendices, sejam elas que amam ou odeiam a Deus (se me permitem usar este termo), já que os que não se ajustam aos sistemas se apegam a sua aversão aos sistemas seja religiosos ou políticos sociais. Ou aqueles que se ajustam perfeitamente aos sistemas, religiosos sociais, políticos... Não encontram sua natureza dentro de si.

Um Cão nunca se perguntou, por que sou um cão? e vive como um cão, respeitando sua natureza de cão, vivendo em comunidade, respeitando o líder, caçando e compartilhando com seus irmão sua caça. Mas o humanoide? Que não sabe o que faz, e vive em busca de uma vida cada vez mais artificial, mais distante de sua Natureza. Os antigos gregos, que os deuses me perdoem, acreditavam nos chamados daimons, ou espiritos da natureza, a qual cada homem tinha o seu, essa era a crença original dos antigos gregos, quando Socrates tentou ensina-la novamente, foi acusado de perverter os jovens, introduzir novos deuses no panteão grego etc... isso para percebermos como é delicado esse ensinamento. Esse PAN, esse Satiro que todos carregamos e que negamos, poderíamos dizer que é o nosso subconsciente. E através de certos processos podemos acessa-lo novamente e melhor, nos comunicarmos com ele... que somos nós! Ezequiel no antigo testamento e João no Novo nos fala desta visão com nossa esfinge particular. Estamos de frente a ela novamente e ela nos lança o mistério: Decifra-me ou eu te devoro! Oh, homem, por que escolhemos ser devorados com tanta falsidade sobre si?

Em PAN, Priapo, Bes, temos o arquétipo de nossa natureza real, um ser alegre, encantador porem feio, como Hades cocho, mas esposo da mais bela mulher, Persefone, Ereshkigal. Essa péssima relação que há de nossa personalidade ou da mascara que criamos, nós levou a esta separação, assim sem contato com sua própria natureza o homem se afastou da verdade da natureza externa sendo esse fracasso absoluto, perdendo sua capacidade de perceber as verdades da natureza. Quanto mais longe dessa realidade mais fracassado.

O que te torna forte? Esses tempos houve uma reportagem onde as principais personalidades deste mundo, nesta época, praticavam uma espécie de ritual macabro onde ao fim lançavam uma criança ao interior de uma coruja gigante que estava em chamas, ao estilo Fenicio de trato a Moloch. Ao perguntarem sobre a criança, disseram que era um boneco. Neste mesmo Ritu "macabro" muitos contavam a todos seus pesares os quais queriam se livrar e esse "bebê boneco", representava esses pesares. Já que os mesmos eram conflitivos com o que haviam sido educados, com que sua personalidade, com o que acreditam ser eles mesmos, esse conjunto disforme e mecânico de crensas, dogmas, puritanismo, tradições religiosas. Por terem essas ideias incrustadas tão profundamente em si, acreditam que se negando as religiões pseudo cristãs cultuando um novo Baal "Moloch", se sentem mais poderosos e assumem que são "negros" pois preferem esse poder que realmente lhes pertencem mas acreditam que venham desse ídolo, dessa coruja gigante. Essa é a briga do eterno profano. Acredita sempre nesses ideais, pseudos Deuses, pagões ou cristãos. Acreditam que o poder provem de fora, sempre de fora, nunca de dentro.

Pedro tu és pedra(VITRIOL) e sobre ti erguerei minha igreja (corpo).

 

GEMINI21.’.