quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Consciente e Subconsciente

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LIÇÃO 27 – Você é a Eternidade (Lobsang-Rampa)


Vamos trazer à frente o nosso velho amigo, o subconsciente, porquanto a relação entre a mente consciente e a mente subconsciente oferece uma explicação do funcionamento do hipnotismo.


Nós, na realidade, somos duas pessoas em uma só.


Uma, é uma criaturinha nove vezes menor do que a outra. É uma coisinha hiperactiva que gosta de interferir, gosta de dar ordens e de controlar. A outra pessoa, o subconsciente, pode ser comparada a um gigante afável, sem poder de raciocínio, pois a mente consciente tem a razão e a lógica, mas não tem memória. E o subconsciente não pode utilizar a razão, nem a lógica, mas é a base da memória. Tudo quanto já aconteceu a alguém, até mesmo as coisas ocorridas antes do nascimento encontram-se guardadas no subconsciente, e mediante tipos adequados de hipnose, essa memória pode ser libertada para exame, por parte dos outros.


Poderíamos dizer — para os fins deste, exemplo — que o corpo, no seu conjunto, representa uma biblioteca muito grande. Na sala da frente, ou na mesa da frente, temos uma bibliotecária. A virtude principal da mesma é que, embora não saiba tanta coisa sobre os diversos assuntos, indicará instantaneamente os livros que contêm a informação desejada. Possui a habilidade de consultar as fichas e logo dar o nome do livro com o conhecimento desejado. As pessoas são assim. A mente consciente tem essa capacidade de raciocinar (e, muitas vezes, de raciocinar incorrectamente!) e pode exercer uma forma de lógica, mas não dispõe de memória. A sua virtude está em que, quando preparada, pode despertar o subconsciente, de modo a que este último proporcione as informações armazenadas nas células da memória. Entre a mente subconsciente e a consciente existe o que podemos chamar de tela, que bloqueia de um modo efectivo todas as informações à mente consciente. Isto quer dizer que a última não pode simplesmente sondar a subconsciente a qualquer momento. Mas este procedimento é inteiramente necessário, porque de outra forma viria com o tempo a contaminar a outra parte. Afirmamos que o subconsciente tem memória, mas não raciocínio. Estará claro que, se a memória pudesse combinar-se ao raciocínio, algumas facetas da informação seriam distorcidas porque o subconsciente, dotado do poder de raciocinar, poderia dizer, na verdade: “Oh, isso é ridículo! Isso não pode ser! Devo ter lido mal, deixe-me modificar os meus depósitos de memória”. Assim é que o subconsciente encontra-se destituído de razão, e o consciente de memória.


Temos duas regras a recordar:


1. A mente subconsciente não é dotada de raciocínio e assim sendo, só pode agir de acordo com a sugestão que lhe seja dada. Ela só consegue reter na memória qualquer afirmação, verídica ou inverídica, que lhe seja dada, e não tem a capacidade de avaliar se essa informação corresponde ou não à verdade.


2. A mente consciente pode apenas concentrar-se numa ideia de cada vez. Você logo compreenderá que estamos constantemente a receber impressões, formando opiniões, vendo coisas, ouvindo outras, tocando em objectos, e que se a mente subconsciente não fosse protegida, tudo entraria e ficaríamos com a memória congestionada, abarrotada de informações inúteis, muitas vezes incorrectas.


Entre as mentes subconsciente e consciente há uma tela que pode impedir a entrada dessas coisas que tenham de ser primeiramente examinadas pelo consciente, antes de serem transmitidas ao subconsciente para arquivamento. A mente consciente, portanto, limitada a examinar um pensamento de cada vez, escolhe o que pareça ser mais importante. Examina-o, e o aceita ou rejeita, à luz da razão ou lógica.


Você pode queixar-se, dizendo que tal não é possível, porque pessoalmente consegue pensar em duas ou três coisas ao mesmo tempo. Mas isso não acontece; o pensamento é muito rápido, na verdade, e é fora de dúvida que o pensamento se muda com a velocidade ainda maior do que a de um relâmpago; assim, embora você possa conscientemente julga que está com dois ou três pensamentos ao mesmo tempo, mas a investigação cuidadosa, feita pêlos cientistas, prova que apenas um pensamento pode ocupar a atenção de cada vez.


Gostaríamos de tornar claro que, como já afirmamos, os depósitos de memória da mente subconsciente contêm o conhecimento de tudo quanto aconteceu a esse corpo. Esse limiar ou tela consciente não impede a entrada de informações, e tudo vai ter à memória subconsciente, mas as informações que precisam ser examinadas pelo cérebro de raciocínio lógico são detidas, até o momento em que tenham sido avaliadas e pesadas.


Observemos então, como o hipnotismo funciona.


A mente subconsciente não tem poder de discernimento, não tem o poder de raciocínio, nem o de lógica, de modo que se pudermos forçar uma sugestão, fazendo-a passar pela tela que existe normalmente entre o consciente e o subconsciente, podemos levar o último a comportar-se como nós o desejarmos! Se concentrarmos a atenção consciente em um só pensamento, estaremos aumentando a sugestionabilidade. Se pusermos numa pessoa o pensamento de que ela será hipnotizada, e ela acreditar que isso ocorrerá, ocorre mesmo, porque aquela tela é baixada, então.


Muitos afirmam de que não podem ser hipnotizados, mas estão a afirmar com muita abertura à mesma. Ao negarem a sua susceptibilidade à hipnose, estão apenas a aumentar a mesma porque, mais uma vez o dizemos, em qualquer batalha entre a imaginação e a vontade, a primeira vence sempre. As pessoas podem não querer serem hipnotizadas. É como se a imaginação erguesse, irada, dizendo: “Você VAI SER hipnotizado!” e a pessoa “adormece” quase antes de saber se aconteceu alguma coisa.


Você já sabe então como é que alguém fica hipnotizado, mas não há mal em examinarmos a questão outra vez. A primeira coisa a fazer é ter algum método de atrair a atenção da pessoa, de modo que a sua mente consciente, que só pode reter um pensamento de cada vez, fique presa, e então as sugestões possam invadir o subconsciente.


Em geral, o hipnotizador tem um botão ou bocado de vidro brilhante, ou algum outro dispositivo, e pede ao paciente que focalize a atenção nesse objecto brilhante, e focalize a atenção com determinação.


O objectivo disso, ao que vamos repetir, está em empenhar a mente consciente de tal maneira que ela não perceba o que esteja ocorrendo nas suas costas!


O hipnotizador segurará um objecto pouco acima do nível dos olhos do paciente, porque ao olhar acima desse nível os olhos da pessoa são postos numa posição inatural de tensão. Isso força os músculos dos olhos e também das pálpebras. E estes últimos são os músculos mais fracos do corpo humano, cansando-se com mais rapidez do que qualquer outro.


Passam-se alguns segundos, os olhos cansam-se, começam a lacrimejar. E torna-se então simples para o hipnotizador, começar a dizer que os olhos estão cansados e que a pessoa quer dormir. Ela, naturalmente, quer fechar os olhos, porque o hipnotizador acabou de deixar aqueles músculos fatigadíssimos! A monotonia mortífera, repetindo que os olhos estão cansados entedia o paciente, e afasta a guarda — a percepção — do paciente. Ele, falando francamente, está entediadíssimo com aquilo tudo, e acha que seria bom dormir para ter algo diferente a fazer!


Quando isso foi feito algumas vezes, a sugestionabilidade do paciente ficou aumentada, isto é, ele está formando o hábito de se tomar hipnoticamente influenciado. Assim, quando alguém — o hipnotizador — diz que seus olhos estão-se cansando, o paciente o aceita sem a menor hesitação, porque as experiências anteriores ensinaram que os olhos em tais condições realmente se cansaram.


Deste modo, o paciente passa a depositar cada vez mais fé nas afirmações do hipnotizador.


A mente subconsciente é inteiramente destituída de crítica, não consegue discernir, de modo que se a mente consciente pode aceitar a afirmação de que os olhos se cansam quando o hipnotizador o afirma, também o subconsciente concordará em que não haverá dor, quando o hipnotizador o disser. Nesse caso, o hipnotizador que sabe o que faz pode fazer por exemplo com que uma mulher dê à luz inteiramente sem dor, ou conseguir que um paciente faça uma extracção de um dente sem qualquer dor ou incómodo. É uma questão muito simples, e requer apenas uma leve prática.


Portanto, a pessoa passa e estar em condições de ser hipnotizada e passa a aceitar as afirmações do hipnotizador. Em outras palavras, foi dito ao paciente que os seus olhos ficavam cansados. E a sua própria experiência vinha provar-lhe que isso de facto acontecia. O hipnotizador lhe disse que ia sentir-se muito à vontade, se fechasse os olhos, e quando o fez isso realmente aconteceu.


O hipnotizador precisa sempre ter o cuidado de fazer afirmações que sejam inteiramente aceites pela pessoa hipnotizada. De nada adianta dizer a alguém que está em pé, quando é óbvio que a pessoa sabe que está deitada. A maioria dos hipnotizadores só falará com o paciente sobre alguma coisa, depois que a mesma tenha sido provada. Eis um exemplo:


O hipnotizador poderá dizer ao paciente que estenda o braço o mais que pode. Repetirá isso em voz monótona, por algum tempo, e quando vê que o braço do paciente está-se cansando, dirá: “O seu braço está a ficar cansado, o seu braço está a ficar pesado, o seu braço está a ficar cansado”. O paciente prontamente concordará com isso, porque é evidente que ele se cansa, mas no estado de leve transe não se encontra em posição de retorquir ao hipnotizador: “Ora, seu idiota! Naturalmente que está cansado, de tanto ficar assim estendido!” Ao invés disso, ele se limita a acreditar que o hipnotizador tenha um certo poder, uma certa capacidade que o pode obrigar a fazer o que for ordenado. No futuro, acontecerá que os médicos e cirurgiões recorrerão cada vez mais aos métodos hipnóticos, porquanto o hipnotismo não apresenta efeitos secundários, nada que seja doloroso, nada que perturbe. O hipnotismo é natural, e quase todas as pessoas são susceptíveis às suas ordens. Quanto mais uma pessoa afirme que não pode ser hipnotizada, tanto mais fácil é hipnotizá-la.


Nós, entretanto, não estamos interessados em hipnotizar os outros, porque a menos que se encontre em mãos altamente preparadas, pode ser uma coisa muito perigosa e má. Estamos apenas interessados em ajudar o leitor a hipnotizar-se a si próprio, porque, se o conseguir, conseguirá afastar-se dos maus hábitos, curar-se das suas debilidades, elevar a sua temperatura no tempo frio e fazer muitas outras coisas úteis.


Nós não vamos ensinar a hipnotizar os outros, porque consideramos isso muito perigoso, a menos que alguém tenha largos anos de experiência. Existem certos factores sobre o hipnotismo que vamos mencionar, entretanto, e na Lição seguinte, iremos analisar o auto-hipnotismo. É dito, no Ocidente, que nenhuma pessoa pode ser hipnotizada instantaneamente. Isso é incorrecto. Qualquer pessoa pode ser instantaneamente hipnotizada por alguém que tenha sido preparado com certos métodos orientais. Felizmente, poucos ocidentais receberam essa formação. Afirma-se, também, que nenhuma pessoa pode ser hipnotizada e obrigada a fazer uma coisa que colida com seu código moral. Também isso é falso, inteiramente falso. Não se pode ir a um homem integro e que viva bem, hipnotizá-lo e dizer: “Agora, vá roubar um banco!” O paciente não o faria, e ao invés disso despertaria. Mas um hipnotizador habilidoso pode enunciar as suas ordens e palavras de tal modo que o paciente hipnotizado acredite que estará a participar numa brincadeira ou um jogo.


É possível a um hipnotizador, por exemplo, fazer muitas coisas erradas a outra pessoa. Tudo de que necessita, mediante palavras e sugestões escolhidas, é persuadir o paciente de que ele ou ela se encontra em companhia de alguém a quem ame, ou alguém em quem confie ou, então, esteja brincando. Nós não vamos examinar mais este aspecto particular da questão, porque o hipnotismo é na realidade uma coisa chocantemente perigosa, em mãos inescrupulosas e despreparadas. Sugerimos de modo algum que você não utilize o hipnotismo, a menos que seja no tratamento com a supervisão de um médico idóneo, com grande experiência e muita preparação.


Ao lidar com o auto-hipnotismo, se seguir as nossas instruções, você não poderá se prejudicar, nem a pessoa alguma.


Ao contrário, poderá fazer muito bem a si próprio e talvez também aos outros.

 

LIÇÃO 27 – Você é a Eternidade (Lobsang-Rampa)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

A Sexualidade Normal

 



Entende-se por pessoas de sexualidade normal aquelas que não têm confIito sexual de nenhuma espécie.


A energia sexual divide-se em três aspectos diferentes:


Primeiro: a energia relacionada com a reprodução da espécie e a saúde do corpo físico em geral.


Segundo: a energia relacionada com as esferas do pensamento, sentimento e vontade.


Terceiro: a energia relacionada com o Espírito Divino do Homem. A energia sexual é, sem dúvida alguma, a energia mais sutil e poderosa produzida e conduzida através do organismo humano. Tudo o que o homem é, inclusive nas esferas do pensamento, sentimento e vontade, é o resultado exato das diferentes modificações da energia sexual.


Devido ao aspecto tremendamente sutil e poderoso desta energia, torna-se realmente difícil controlá-la e armazená-la.


Além disso, sua presença representa uma fonte de imenso poder que, se não soubermos manejar, poderá redundar numa verdadeira catástrofe.


Existem no organismo certos canais por onde normalmente deve circular essa poderosa energia. Quando ela chega a infiltrar-se no delicado mecanismo de outras funções, então o resultado violento é o fracasso. Neste caso, danificam-se muitos centros delicadíssimos do organismo humano e o indivíduo converte-se, de fato, num infra-sexual.


Toda atitude mental negativa pode conduzir direta ou indiretamente a estas catástrofes violentas e destrutivas da energia sexual. O ódio ao sexo, o ódio ao Arcano A.Z.F., o asco ou repugnância pelo sexo, o desprezo ao sexo, a subestimação do sexo, os ciúmes passionais, o medo do sexo, o cinismo sexual, o sadismo sexual, a obscenidade, a pornografia, a brutalidade sexual, etc.,etc., convertem o ser humano em um infra-sexual.


O sexo é a função criadora mediante a qual o ser humano é um verdadeiro Deus. A sexualidade normal resulta da plena harmonia e concordância de todas as demais funções. Ela confere-nos o poder de criar filhos sãos, ou de criar no mundo das artes, ou das ciências. Toda atitude mental negativa com relação ao sexo produz infiltrações dessa poderosa energia em outras funções, provocando poderosas catástrofes, cujo resultado fatal é a infra-sexualidade. Toda atitude mental negativa força a energia sexual, obrigando-a a circular por canais e sistemas aptos para as energias mentais, volitivas ou qualquer outro tipo de energia menos poderosa que a sexual. A consequência é fatal, porque tais sistemas e canais, não podendo resistir à tremenda voltagem da energia poderosíssima do sexo, aquecem-se e fundem-se como um fio muito fino, quando por ele passa uma corrente elétrica de alta tensão. Quando o homem e a mulher se unem sexualmente em Matrimônio Perfeito, são, nesses instantes de voluptuosidade, verdadeiros deuses inefáveis. O homem e a mulher uidos sexualmente formam um Andrógino Divino perfeito, um Elohim macho-fêmea, uma divindade terrivelmente divina. As duas metades separadas desde o amanhecer da vida, unem-se por um instante, para criar. Isso é inefável ... sublime ... É coisa de paraíso.


A energia sexual é perigosamente volátil e potencialmente explosiva. Durante o ato secreto, durante o êxtase sexual, o casal está rodeado por esta energia terrivelmente divina. Nesses instantes de felicidade suprema e de beijos ardentes
que incendeiam as profundezas da alma, podemos reter esta luz maravilhosa para purificar-nos e transformar-nos completamente. Quando se derrama o Vaso de Hermes, quando vem o derrame, a luz dos deuses se retira, deixando as portas abertas para que entre no lar a luz vermelha e sanguinolenta de Lúcifer. Então o encanto desaparece, vem a desilusão e o desencanto. Algum tempo depois, o homem e a mulher iniciam o caminho do adultério porque seu lar terá se convertido em um inferno.


É uma característica da natureza mobilizar enormes reservas de energia criadora para criar qualquer cosmos, embora empregue somente uma quantidade infinitesimal dessas reservas para realizar suas criações. Assim, o homem perde
numa ejaculação seminal seis a sete milhões de espermatozóides, quando necessita apenas de um para engendrar um filho.


Na Lemúria, nenhum ser humano ejaculava o sêmen. Os casais daquela época uniam-se sexualmente nos Templos para criar. Naqueles instantes as hierarquias Lunares sabiam utilizar um espermatozóide e um óvulo para criar, sem necessidade de se chegar ao orgasmo e à ejaculação seminal. Ninguém derramava o sêmen. O ato sexual era um sacramento que só se verificava no Templo. A mulher naquela época dava à luz seus filhos sem dor, e a serpente se levantava vitoriosa pelo canal medular. Naqueles tempos o homem não havia saído do Éden, não conhecia a dor nem o pecado e a natureza inteira o obedecia. Foram os tenebrosos lucíferes que ensinaram o homem a derramar o sêmen. O pecado original de nossos primeiros pais foi o crime de derramar o sêmen. Isto é fornicação. Quando o homem paradisíaco fornicou, penetrou no reino dos lucíferes. O homem atual é luciférico.


É um absurdo derramar-se 6 ou 7 milhões de espermatozóides quando apenas um é suficiente para gerar uma vida, e um só espermatozóide escapa facilmente das glândulas sexuais, sem necessidade de derramar o sêmen. Quando o homem regressar ao ponto de partida e restabelecer o sistema sexual do Éden, a serpente sagrada do Kundalini levantarse-á outra vez, vitoriosa, para converter-nos em Deuses. O sistema sexual do Éden é a sexualidade normal. O sistema sexual do homem luciférico é absolutamente anormal.


Não só se fornica fisicamente, existe também fornicação nos mundos mental e astral. Aqueles que se ocupam em conversações luxuriosas, aqueles que lêem revistas pornográficas, os que assistem a filmes eróticos, gastam enormes reservas de energia sexual. Essas pobres criaturas utilizam o material mais fino e delicado do sexo, gastando-o miseravelmente na satisfação de suas brutais paixões mentais.


A fantasia sexual produz a impotência psico-sexual. Essa classe de enfermos tem ereções normais, são homens aparentemente normais, porém, no instante em que vão efetuar a conexão do membro com a vulva, cessa a ereção, caindo o falo, ficando o sujeito no mais horrível estado de desespero. Eles têm vivido na fantasia sexual e, quando realmente encontram-se diante da crua realidade sexual, que nada tem a ver com a fantasia, confundem-se e mostram-se incapazes de responder à realidade como seria devido.


O sentido sexual é extremamente sutil e tremendamente rápido, graças à sua energia finíssima e imponderável. O nível molecular onde atua o sentido sexual é milhões de vezes mais rápido que as ondas do pensamento. A mente lógica e a fantasia são pedras de tropeço para o sentido sexual. Quando a mente lógica com todos os seus raciocínios, ou quando a fantasia sexual com as suas ilusões eróticas querem controlar o sentido sexual, colocando-o ao seu serviço, ou condicionando-o às suas ilusões, destroem-no fatalmente. A impotência psico-sexual é a tragédia mais espantosa que pode afligir aos homens e às mulheres fanáticas, ou às pessoas puramente racionais. A luta de muitos monjes, monjas, anacoretas, pseudo-iogues, etc., para aprisionar o sexo dentro de seu fanatismo religioso, encerrando-o no cárcere de suas penitências, amordaçando-o, esterilizando-o, proibindo-lhe toda manifestação criadora, transforma-os em escravos de suas próprias paixões, em escravos do sexo, incapazes de pensar noutra coisa que não seja o sexo. Estes são os fanáticos do sexo, os degenerados da infra-sexualidade. Estas pessoas descarregam-se todas as noites com poluções noturnas asquerosas, ou contraem vícios homossexuais, ou se masturbam miseravelmente. Querer encarcerar o sexo é a mesma coisa que pretender engarrafar o Sol. Um homem assim é o escravo mais abjeto do sexo, e sem proveito algum, nem prazer verdadeiro. É um infeliz pecador. Uma mulher assim é uma mula estéril, uma vil escrava daquele a quem
quer escravizar (o sexo).


Os inimigos do Espírito Santo são gente do abismo. Melhor seria que não tivessem nascido, ou que amarrassem uma pedra de moinho ao pescoço e se lançassem ao fundo do mar.


O ser humano deve aprender a viver sexualmente; já nos encontramos na Nova Era de Aquário, que é a idade do sexo.


As glândulas sexuais são controladas por Urano, que é o regente da constelação de Aquário. A Alquimia Sexual é de fato a ciência da Nova Era de Aquário. A Magia Sexual será oficialmente acolhida nas Universidades da Nova Era de Aquário. Aqueles que se proclamam mensageiros da Nova Era de Aquário e odeiam o Arcano A.Z.F., demonstram claramente serem impostores, porque a Nova Era de Aquário é governada pelo regente do sexo, o Planeta Urano.


A energia sexual é a energia mais fina do cosmos infinito. Ela pode converter-nos em Anjos ou Demônios. A imagem da Verdade encontra-se depositada na energia sexual. O desenho cósmico do Adão-Cristo encontra-se depositado na energia sexual.


0 Filho do Homem, o super-homem, nasce do sexo normal. O super-homem jamais poderia nascer dos infra-sexuais.O reino dos infra-sexuais é o abismo. O poeta grego Homero disse: “Mais vale ser um mendigo sobre a terra do que um rei no império das sombras”. Este império é o mundo tenebroso dos infra-sexuais.

Samael Aun Weor

domingo, 31 de agosto de 2014

Hinduísmo

 

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Este oratório de um templo hinduísta homenageia Durga, uma das muitas formas da deusa …
© Ted Streshinsky/Corbis

O hinduísmo é a mais antiga de todas as maiores religiões do mundo. Algumas tradições do hinduísmo remontam a mais de 3 mil anos. Ao longo dos séculos, no entanto, seus seguidores — chamados hinduístas — vêm aceitando muitas ideias novas e acrescentando-as às antigas. Mais de 800 milhões de pessoas praticam o hinduísmo em todo o mundo. A maioria delas vive na Índia, onde essa religião começou.

O hinduísmo é a mais antiga de todas as maiores religiões do mundo. Algumas tradições do hinduísmo remontam a mais de 3 mil anos. Ao longo dos séculos, no entanto, seus seguidores — chamados hinduístas — vêm aceitando muitas ideias novas e acrescentando-as às antigas. Mais de 800 milhões de pessoas praticam o hinduísmo em todo o mundo. A maioria delas vive na Índia, onde essa religião começou.

Crenças

O hinduísmo não teve um fundador e não possui uma organização central. Ninguém criou uma relação de crenças que todos os hinduístas devam seguir. Mas todos os hinduístas respeitam os Vedas, um conjunto antigo de textos sagrados.

Os hinduístas acreditam num poder espiritual chamado brāman. Brāman é a fonte de toda existência e está presente em tudo e em todos os lugares. A alma humana, chamada atman, faz parte do brāman universal. Em geral os hinduístas acreditam que quando alguém morre a atman renasce em outro corpo. Para eles, uma alma pode voltar muitas vezes na forma humana, animal ou até vegetal. Essa ideia é conhecida como reencarnação. O ciclo de renascimento continua até que se aceite que a atman e o brāman são a mesma coisa. A maioria dos hinduístas acha que libertar-se desse ciclo é o objetivo mais elevado da pessoa.

Os hinduístas devem agir de acordo com o princípio da ahimsa, que quer dizer “não violência”. Isso significa que nunca se deve desejar causar dano a alguém ou a alguma coisa. Eles acham que muitos animais são sagrados, em especial a vaca. Os hinduístas piedosos são vegetarianos.

Os hinduístas adoram muitos deuses. O deus Vishnu é considerado protetor e preservador da vida. O deus Shiva representa as forças que a criam e também a destroem. A deusa suprema é chamada mais comumente de Shakti. Como Shiva, ela pode ser bondosa ou feroz, dependendo da sua forma. Os três principais ramos do hinduísmo moderno distinguem-se pela devoção a Vishnu, Shiva e Shakti.

Brahma (não confundir com brāman) é considerado o criador do universo. Nos tempos antigos ele era muito cultuado, mas atualmente seus devotos são poucos.

Práticas

Numa forma de culto chamada puja, os hinduístas rezam para que um deus entre num lar ou num templo e então o tratam como um hóspede ilustre. Eles cultuam uma imagem do deus e oferecem-lhe alimento, água e outras coisas.

O tantrismo é a busca do conhecimento espiritual e da libertação do ciclo de renascimentos. Para alcançá-las, as pessoas entoam sons sagrados e palavras chamadas mantras, e também desenham símbolos chamados mandalas.

As peregrinações, ou viagens a locais sagrados, são comuns no hinduísmo desde os tempos antigos. Muitos locais de peregrinação ficam ao longo do rio Ganges, no norte da Índia, que os hinduístas consideram o rio mais sagrado.

História

Por volta de 1500 a.C., um povo chamado ariano invadiu a Índia, vindo de onde hoje fica o Irã. Os arianos escreveram os textos mais antigos dos Vedas. Eles criaram uma religião, chamada vedismo, que se centralizava no sacrifício de animais aos deuses. O vedismo foi o ponto de partida do hinduísmo. Mas com o tempo a influência de outros povos e ideias distanciou muito o hinduísmo do vedismo. Assim, por exemplo, as pessoas começaram a desaprovar a matança de animais para sacrifício. Num processo que começou no século II a.C. e se completou no século IV d.C., os deuses mais antigos do vedismo foram lentamente substituídos por outros, mais novos. Mas alguns ritos do vedismo sobreviveram no moderno hinduísmo.

No século XI, os muçulmanos invadiram o norte da Índia e o islamismo influenciou algumas novas escolas de hinduísmo. No final do século XV, uma nova religião, o sikhismo, combinou elementos do hinduísmo e do islamismo.

No início do século XIX, a Grã-Bretanha começou a fazer da Índia uma colônia inglesa. Como reação ao domínio estrangeiro, o hinduísmo passou por um renascimento. A religião ajudou a unir os indianos contra os ingleses. Mas durante esse período alguns líderes hinduístas também começaram a criticar elementos da religião tradicional. O reformador Ram Mohun Roy, por exemplo, condenou a forma antiga de organização social chamada sistema de castas. Nesse sistema, as pessoas eram discriminadas — ou seja, tratadas de modo diferente — de acordo com a classe social em que nasciam. Os reformistas usaram algumas ideias ocidentais para modernizar o hinduísmo.

O líder hinduísta mais famoso do século XX foi Mahatma Gandhi. Ele levou para a política a ideia da ahimsa e ajudou a tornar a Índia independente da Inglaterra usando apenas métodos não violentos.

As diferenças entre os hinduístas e os muçulmanos aumentaram a partir de 1947, depois que a colônia britânica da Índia dividiu-se em dois países independentes, a Índia e o Paquistão. Milhões de hinduístas deixaram seu lar no Paquistão e foram para a Índia, e milhões de muçulmanos abandonaram a Índia e seguiram para o Paquistão. Muitos hinduístas e muçulmanos foram mortos nas disputas e brigas que envolveram esse processo. Na Índia e em outros lugares, a violência entre hinduístas e muçulmanos continua no século XXI.