sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Magia sexual–No Antigo Testamento

 

A magia sexual, é aquela praticada tanto com recurso a rituais que passam pela carnalidade como forma de invocação de forças espirituais, como também aquela magia dedicada a fins amorosos, eróticos ou sexuais.

A magia com fins eróticos, é também denominada por alguns como magia vermelha. ( veja também: magia vermelha, magia negra, magia branca)

Se pensa que a magia sexual é assunto proibido na Bíblia, então pense de novo.

Observe atentamente as seguintes três passagens bíblicas:

Deus disse-me : Toma uma grande tábua e escreve nela com letra comum: «pronto-saque-rapida-pilhagem». Então tomei duas testemunhas de confiança:O sacerdotes Urias com Zacarias (…) Em seguida, eu uni-me á profetisa e ela concebeu um filho.Deus disse-me:«Da´-lhe o nome «pronto-saque-rapida-pilhagem», pois antes que o menino aprenda a dizer «papa, mamã», as riquezas de Damasco e os despojos de Samaria serão levados ao rei da Asiria.

Isaías 8, 1-4

Deus disse a Oseias: Vai, tomai uma prostituta e gera filhos de prostituição, porque o pais de prostituiu, afastando-se de Deus» Então Oseias foi e tomou Gomer, filha de Deblaim. Ela ficou grávida e deu-lhe um filho. Deus disse a Oseias:« Dá-lhe o nome de Jezrael, pois dentro em breve pedirei contas á casa de Jeú pelo sangue de Jezrael, e destruirei o reino de Israel»

Oseias 1, 2-3

Deus disse-me : Vai de novo e ama uma mulher que é amantede outro homem, que é adultera, pois é assim que Deus ama os seus filhos de Israel

Oseias 3, 1

Todos estes versos do antigo testamento revelam Deus, ( um poderoso espírito), dando instruções para que se cumpram praticas sexuais das quais resultam, ora fenómenos espirituais, ora o cumprimento de profecias, ora a manifestação dos desígnios do mundo espiritual no nosso mundo físico.

Ora, alegam certas escolas de pensamento místico, que este é precisamente o princípio da magia sexual, ou seja:

Uma sacerdotisa e um sacerdote, realizam processos sexuais, obedecendo a instruções espirituais, de forma a consumar a vontade de forças ou entidades espirituais, de forma a fazer produzir certos objectivos tanto no plano astral, como no plano físico.

Pois na verdade, para certos teólogos e místicos, este tipo de principio da magia sexual esta inscrito no velho testamento, e foi Deus o próprio a coloca-lo em pratica por mais de uma vez.

Por outro lado, a sexualidade como forma de invocação de forças espirituais, ou o sexo como veiculo do cumprimento da vontade de forças celestiais neste mundo, constituem um rico filão bíblico que passamos a expor e abordar. Vejamos os seguintes versos bíblicos:

A mulher, [Sara] foi falar assim ao marido:«Um homem de Deus veio visitar-me.pela sua aparência majestosa, parecia um anjo de Deus (…) Ele so me disse o seguinte: «Ficarás grávida (…)»

Juízes 13,6-7

O anjo de Deus apareceu novamente á mulher [Sara] quando ela estava no campo. O seu marido Manué não estava com ela (…) O anjo de Deus não apareceu mais nem a Manué nem á sua mulher (…) a mulher deu á luz um filho e deu-lhe o nome de Sansão.

Juízes 13,9-24

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Trabalhos de Magia Negra ou Branca

Amarrações, feitiços para dinheiro, amarrar amor, rituais. Relatos verídicos.

Veja: magianegra.com.pt

Em todo este capítulo do Livro de Juízes, observamos como um homem de Deus visitou Sara, esteve a SOZINHO com ela, e em consequência Sara gerou um filho, ultrapassando assim a sua esterilidade. Alguma escola de pensamento teológico e místico, tende a ver nestes encontros uma união sexual entre um ser espiritual poderoso, ( um anjo), e uma mulher.

Nesta passagem bíblica, está assim implícito que uma entidade espiritual produziu um fenómeno de natureza sexual ate á sua mais flagrante consequência: a produção de uma nova vida. E essa função sexual cumpriu-se de forma a que neste mundo se cumprisse a vontade de forças celestiais poderosas.

Mais exemplos são apontados pelos místicos defensores da magia sexual. Veja-se o próximo exemplo bíblico:

O homem uniu-se a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu á luz Caim. E disse:« Adquiri um homem com a ajuda de Deus». Depois ela tambem deu á luz Abel, irmão de Caim.

Génesis 4,1-2

A mais elementar lógica, dita que para conceber um filho, Eva necessitaria da ajuda, (colaboração sexual), de Adão, e não de Deus. Ao explicitamente declarar que aquele filho foi feito «com a ajuda de Deus», ( ela assim não o disse do segundo filho Abel), algumas correntes de pensamento teológico e místico advogam que Eva estava na verdade declarando que Caim foi gerado com a intervenção de um anjo de Deus.

E se assim for, então mais uma vez assistimos ao acto sexual enquanto uma forma de união entre seres espirituais e humanos.

No livro de Génesis, podemos também ler:

Deus disse a Abraão: «A tua mulher Sarai já não se chamará Sarai, mas Sara. (…) dar-te-ei um filho dela (…)»

Génesis 17,15

Ora, Abraão e Sara eram velhos, de idade avançada, e Sara já não tinha regras. Sara riu-se consigo, pensando: « agora que sou velha, vou experimentar o prazer (…)?»

Génesis 18,12

Nestes versos, Deus, ( um poderoso espírito), declara a um homem que engravidará a sua mulher, e dar-lhe-á assim um filho. Depois disso 3 homens de Deus visitaram Abraão e Sara, (Génesis 18,1-2). Os Homens de Deus anunciaram pela segunda vez esta mesma mensagem, e na verdade Sara deverá ter voltado a «conhecer o prazer», ( o acto sexual), e deu á luz um filho por intervenção divina.

Muitos encontram nesta passagem apenas a manifestação de um milagre, contudo em certas escolas de pensamento místico, estes versos encerram ocultamente a consumação de um acto de natureza sexual entre uma divindade e uma mulher. Foi a própria Sara que menciona «o prazer», em nítida alusão ao acto sexual. E na verdade, após a visita dos 3 homens de Deus, a gravidez aconteceu. Mais uma vez, o assunto fica misteriosamente no ar….

Um claro exemplo da união sexual e da sexualidade como forma de apelo de forças espirituais poderosas, (neste caso de anjos), encontramos também no livro de Génesis:

Os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas, e escolheram como esposas todas aquelas que lhes agradaram (…) Nesse tempo – isto é, quando os filhos de Deus se uniram ás filhas dos homens e geraram filhos – os gigantes habitavam a terra. Estes foram os heróis famosos dos tempos antigos.

Génesis 6,1-4

Mais uma vez observamos como a sexualidade foi um apelo irresistível aos anjos, que por ela desceram a este mundo, gerando filhas com as humanas, e criando efeitos neste mundo. O apócrifo de Enoch, decreve mesmo que em troca da sexualidade com as filhas dos homens, os anjos ofereceram á humanidade a sabedoria das esferas celetiais, sendo que assim a humanidade conheceu tanto os segredos da ciência, ( astronomia, matemática, manipulação de metais, as Leis, etc), como os segredos da magia, ( a astrologia, as artes magicas, etc).

Outros exemplos igualmente claros sobre a sexualidade e a magia, podem ser encontrados no livro de Génesis. Vejamos os próximos versos:

Ao anoitecer, os dois anjos chegaram a Sodoma (…) Lot insistiu tanto, que eles foram para casa dele (…) ainda eles não se tinham deitado, quando os homens da cidade rodearam a casa (…) chamaram Lot e disseram-lhe:«Onde estão os homens que vieram para tua casa esta noite? Trá-los, para termos relações com eles»

Génesis 19, 1-5

Nestes versos, encontramos uma das explicações para a destruição da cidade de Gomorra numa questão de natureza sexual; os anjos atraíram os desejos dos homens de Sodoma, que quiseram ter relações sexuais com eles. O pecado da sodomia, conjugado com as demais condutas reprovadas por Deus, levaram á destruição da cidade.

Mais uma vez, observamos com a sexualidade moveu forças ou entidades espirituais a actuar de uma certa forma e produzindo um certo efeito neste mundo. Por oposição á doutrina mística hebraica que encontrou na sodomia uma pratica de tal forma pecaminosa que entendeu que esse acto sexual conduziu á invocação do poder dos anjos a fim de destruir uma cidade, determinadas escolas de pensamento místico encontram nestas mesmas praticas sexuais uma forma igualmente poderosa de chamamento de entidades espirituais das trevas. Os rituais nocturnos de sexo, sodomia e dor, de teor mais ou menos sadomasoquista e de cheios de perversão, como forma de invocação de poderosos anjos das trevas, encontram raiz neste episodio Bíblico. A tese dessas escolas de pensamento místico é a seguinte: Se um acto serve para atrair tão enorme poder repulsivo de anjos de luz, então o mesmo acto servirá para atrair um enorme poder favorecedor de anjos das trevas. Seja como for, a sexualidade mais uma vez se cruza de uma forma clara com o misticismo neste relato bíblico.

Sobre a magia e o sexo, abundantes são outros relatos bíblicos, que deixam entender que desde tempos imemoriais a pratica da magia se cruza com a pratica sexual. Assim podemos ler no Antigo Testamento:

Não haverá prostituta sagrada, nem prostituto sagrado entre os israelitas

Deuteronómio 23,18

Continuam as prostituições de tua mãe Jezebel,

e as suas inúmeras magias 2 Reis 9;22

Aproximai vos, filhos da feitiçaria (….)

não sois vós que procurais a ardência do sexo?(….)

tiravas partido dos teus amantes, com os quais gostavas de ter relações; e(….)

multiplicavas as tuas prostituições
Isaías 57; 3-5

Mais uma vez verificamos que, conforme podemos atestar pelos mais diversos relatos bíblicos, a sexualidade e magia encontram-se profundamente interligados desde a aurora dos mais remotos tempos.

As práticas sexuais enquanto parte fundamental do processo mágico, e assim da invocação de forças espirituais, são descritas nos textos de Isaías e Deuteronómio.

Não só isso, como toda a noção de cruzamento entre sexo e magia são igualmente reforçadas por todo o filão de exemplos bíblicos nos quais podemos encontrar referencias mais ou menos claras da forma como a sexualidade atraiu a manifestação de influencias e entidades espirituais neste mundo, ou ate mesmo como poderosas forças espirituais actuaram neste mundo através da sexualidade.

A magia sexual, também por alguns denominada magia vermelha, esta igualmente associada ao sangue, e daí a referencia á cor vermelha.

Sobre o sangue nos processos religiosos, encontramos 2 claras referencias

no Antigo Testamento, e elas são:

«O sangue é a vida»

Deuteronómio XII, 23

O sangue é a vida da carne,
e esse sangue eu vo-lo dou para fazerdes o rito
Levítico 17,11

Magos como Aleister Crowley, defenderam que o sangue mencionado na teologia hebraica e que se destinava a ser usado nos rituais místicos, não é mais que uma mera representação dos fluidos sexuais. Defendem estas visões místicas, que quando se esta falando de sangue, está-se falando de vida. E na verdade, a geração da vida reside no sémen depositado num útero, a vida reside no processo genético gerado entre a união de um óvulo e de um espermatozóide. O sémen masculino, e o sangue menstrual da mulher, são por isso o «sangue» que alegoricamente é descrito na bíblia como instrumento primordial de uso em rituais místicos. Defendem os autores deste tipo de magia sexual, que na Bíblia a revelação sobre o sangue é feita de forma intencionalmente alegórica, porque se trata de um segredo esotérico apenas acessível a iniciados nos segredos do misticismo.

A magia sexual visa atrair forças ou entidades espirituais ligadas ao erotismo e á carnalidade, convidando-as a actuar na persecução de um determinado objectivo, seja esse a conquista do ser amado, a inebriação dos sentidos de um ser desejado sexualmente, ou mesmo a cura de problemas de natureza sexual, etc. Nesse tipo de processo, os aromas são de importância fundamental para a conjuração das forças espirituais adequadas ao processo esotérico e ritual em curso.

Os aromas afrodisíacos são potenciadores dos estímulos sexuais. Ao mesmo tempo, acredita-se que os incensos são substancias aromáticas agradáveis aos espíritos, e que por isso constituem um chamamento á sua presença e á sua influencia nas nossas vidas.

Na Bíblia, Deus instrui Moisés sobre a fórmula sagrada segundo a qual o incenso deveria ser produzido, para depois ser consagrado no altar. Deus esclareceu Moisés que o incenso criado segundo a fórmula apropriada, constituía uma aroma que Lhe era agradável e que por isso deveria ser queimado no altar em todo o tipo de rituais.

Assim sabemos através dos saberes bíblicos, que os incensos constituem um forte meio de conjuração de forças espirituais.

Deve-se por isso usar o incenso adequado para invocar a força espiritual certa para ajudar nos fins certos. Não se deve usar um aroma invocatório de forças espirituais guerreiras, num processo esotérico com fins amorosos; também não é aconselhável conjurar forças espirituais de natureza erótica para auxiliar em assuntos de natureza material. No primeiro caso, seria certo produzir uma catástrofe num relacionamento, ao passo que no segundo caso os seus objectivos seriam nitidamente frustrados e derrotados.

Num processo espiritual em que estejam sendo invocadas forças celestiais, o poder astral de Júpiter poder ser aplicado a uma questão de justiça, assim como a força astrológica de Marte num empreendimento ou em conquistas, e o poder astral de Vénus ou Plutão em assuntos eróticos ou sexuais, a influencia celestial de mercúrio na ultrapassagem de obstáculos, na protecção contra roubos, invejas e outros males, ou mesmo na revelação daquilo que desconhecemos.

No entanto, cada tipo de força astrológica ou influencia astral, deve ser invocada consoante a sua própria natureza, e atendendo ao tipo de questão que desejos abordar.

O uso inadequado de forças astrais incorrectas, pode piorar bastante aquilo que já esta complicado. Por isso, todo o estudo e sabedoria são necessários na manipulação das forças espirituais e celestiais que nos rodeiam.

Por isso também, uma magia realizada para fins eróticos, deve contemplar o uso de incensos invocatórios cujo o aroma seja uma forma de invocação e apelo agradável ás forças espirituais favorecedoras de assuntos eróticos, carnais ou sexuais.

 

Retirado de: http://www.astrologosastrologia.com.pt/magia_sexual.htm

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Celebrações Celtas

imageFestival de Samhain
Festival celebrado no dia 30 de abril / 1° de maio, no Hemisfério Sul, representa o anoitecer da Roda do Ano Celta. Samhain ("Sou-ein") é conhecido como a Noite Sagrada que marca o início da parte escura do ano. Oíche Shamhna, na língua gaélica, representa o fim da colheita e o último Festival Agrícola. Ritual dedicado à Morrighan, Dagda e Manannán Mac Lir. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 31 de outubro.
É a comemoração do Ano Novo Celta, momento misterioso que não
pertence nem ao passado, nem ao presente, nem a este mundo e nem
ao outro. É o momento onde os portões dos mundos se abrem e o
véu que os separa, se torna mais tênue. Época ideal para honrarmos
nossos antepassados.
Samhain significa "sem luz" ou "fim do verão", à noite onde o
mundo mergulha na total escuridão da alma, preparando-nos para a
chegada do inverno. Na Irlanda antiga, todos os anos um novo fogo
sagrado era aceso, com o qual se acendiam todos os demais fogos do
vilarejo para queimar durante todo o inverno, com o objetivo de
levar luz através do tempo escuro do ano.
Samhain marca o início de um novo período e um novo recomeço em nossas vidas.
Homenageie a memória dos antigos preparando alimentos de sua preferência e contando suas histórias aos seus descendentes. Ao anoitecer, acenda velas nas janelas da frente de sua casa, em sinal de respeito aos seus ancestrais.
Os celtas praticavam rituais de purificação, queimando simbolicamente, nas fogueiras ou no caldeirão, todas as suas frustrações e as ansiedades do ano anterior. Este festival é sinônimo de quietude e introspecção.


imageSolstício de Inverno
Festival comemorado no dia 21 de junho e que em gaélico significa
Mean Geimreadh, marcando o início das noites frias. Em galês é
conhecido como Alban Arthan, a Luz de Arthur ou a Luz do Urso,
uma versão poética, que relaciona o Solstício de Inverno às lendas
do rei Arthur, como Arcturus, o guardião do urso, à estrela mais
brilhante do Hemisfério Norte, que celebra este festival no dia 21 de
dezembro. No Calendário Coligny este dia foi marcado como
"Deuorius Riuri".
Este é um período de fortalecimento interior e de total movimento
descendente. No Solstício de Inverno os poderes da noite e as
energias da terra atingem seu ápice.
O Solstício de Inverno é tempo de regeneração e de mudanças, o recolhimento na total escuridão da alma, ou seja, o hibernar para renovar-se. Ideal, para despertarmos nossa criança interior, renovando as esperanças.
As noites se tornam mais longas que o dia e o inverno, por fim, se estabelece. A partir desta data, a luz solar começa aumentar gradativamente, apesar do tempo frio.
O festival do Solstício de Inverno representa, basicamente, o ciclo de morte e renascimento.
Momento propício à meditação, a introspecção, ao desapego e à realização de amuletos voltados para a proteção.

 

imageFestival de Imbolc
Festival comemorado no dia 1° de agosto, conhecido como Oímealg, nome gaélico, que significa a lactação das ovelhas, onde celebramos a Noite de Brighid, a Deusa tríplice do
fogo, da cura, da poesia, da fertilidade, das artes e dos artesãos. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 1° de fevereiro.
Festival Agrícola, dedicado ao aumento da luz, com o final do
inverno e o despertar das sementes enterradas no solo, simbolizando
os primeiros sinais de vida, garatindo à fertilidade dos campos e a
renovação das esperanças. É a promessa do Awen, a inspiração
sagrada!
Imbolc é a época onde celebramos o retorno do Sol, que cresce diaa-
dia, mas que ainda não ganhou força suficiente para banir de vez o
frio do inverno. Um costume típico de "Lá Fhéile Bríde" é plantar
uma árvore frutífera, além da confecção da Cruz Solar de Brighid,
com palha de trigo, junco ou qualquer outro material natural e
flexível.
Ritual que, simbolicamente dá boas-vindas à esperança do amanhecer primaveril, que para os celtas era representado pelo nascimento das primeiras ovelhas, assim como, a celebração da Grande Mãe que dá à luz e com seu leite sagrado, alimenta a nova vida.
Este festival é marcado pela transformação das energias, ideal para se fazer planos, projetos, iniciações e abertura de novos caminhos, além de purificar sua casa, promovendo a cura e a renovação, tanto material como espiritual. Este é um festival alegre e muito iluminado!

 

imageEquinócio de Primavera
Festival celebrado no dia 21 de setembro marca o Equinócio da Primavera e que em
gaélico se diz Mean Earrach. Em galês é conhecido como Alban Eilir ou a Luz da Terra, que representa um momento de regeneração, onde o dia e a noite se tornam iguais, portanto, uma data de maior equilíbrio e reflexão interior. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 21 de março.
Os dias escuros agora se vão e a Terra está pronta para ser adubada,
dando início ao plantio, tanto físico como espiritual. Portanto, é um
período de grande atividade e concentração de energia, a fim de
assegurar um bom amadurecimento dos frutos recém plantados.
Época de transição e de transformações.
No Equinócio da Primavera homenageamos a Deusa lusitana
Ataegina, cujo nome significa renascimento e Cernunnos, o Deus da
fertilidade e da abundância. A Páscoa surgiu através de um antigo
festival dedicado à Deusa germânica Eostre, a Senhora da
fertilidade, cujo símbolo era o coelho.
Lembrando que não se trata de um sincretismo entre mitologias, nem
um incentivo à mistura de panteões, mas um esclarecimento sobre o festival e suas
semelhanças.
Nessa época costuma-se abençoar a terra, colocando-se ovos pintados no altar, simbolizando a fecundidade dos sonhos e o renascer das esperanças. Os ovos podem ser pintados crus ou cozidos, com símbolos celtas e depois enterrados ou comidos, enquanto mentalizamos nossos
pedidos e desejos.

imageFestival de Beltane
Festival celebrado no dia 31 de outubro marca o inicio da parte clara do ano. Beltane ou Bealtaine significa literalmente "fogo brilhante" ou "fogos de Bel", em homenagem aos Deuses Belenus e Bilé, considerado o pai dos Deuses e dos homens. Este festival celebra a união dos amantes, a fertilidade a cura e a criatividade. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 1° de maio.
Beltane é o oposto de Samhain, os dois maiores Festivais Agrícolas da tradição celta, representando o início do verão e o final do inverno. As tradicionais
Fogueiras de Beltane e as oferendas nos Poços Sagrados, são
atividades típicas dessa época, simbolizando a proteção, boa sorte
e a fertilidade. É o casamento sagrado, a união entre o Céu e a Terra,
onde dois mundos se encontram.
O calor do Sol e a exuberância da natureza representam à paixão e o
amor, marcando a época do amanhecer do ano. A luz das fogueiras
no topo dos montes e em lugares sagrados, era um ritual muito
importante em todas as terras célticas, principalmente para a
purificação do gado.
Os casais costumam pular uma fogueira para atrair as poderosas
energias de Beltane. Época excelente para se fazer encantamentos de cura, amor e
prosperidade, além de celebrar as novas uniões.
Esté é um ritual muito alegre, comemorado com danças e músicas!
Lá Bealtaine, em gaélico, é um termo conhecido na mitologia irlandesa como: "Entre os dois Fogos de Beltane", as grandes fogueiras marcam também um tempo de purificação e de transição, anunciando a esperança de uma boa colheita e as bênçãos da criação em nossas vidas.

imageSolstício de Verão
Festival celebrado no dia 21 de dezembro marca o Solstício de Verão e em gaélico se chama Mean Samraidh. Em galês é conhecido como Alban Hefin ou a Luz do Verão, é o êxtase máximo da união sagrada, onde o poder da criação está mais ativo e o Sol finalmente atingiu o seu apogeu. A natureza encontra-se plena de luz, poder e magia. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 21 de junho.
Este é o dia mais longo do ano, então, aproveite para meditar sob o sol da manhã, celebrando durante todo o dia até o anoitecer, trazendo assim, toda magia solar para o seu interior. Esta é a época para se homenagear o Sol e nas tradições pagãs costuma-se pular fogueiras para a purificação, a fertilidade, a saúde e o amor.
No Solstício de Verão, também é o tempo em que o carvalho
floresce e sua energia é especialmente honrada, onde o visco sagrado era colhido pelos antigos druidas, numa cerimônia tradional. Muitos círculos de pedras e monumentos pré-célticos estão alinhados com o nascer do sol nesse dia, incluindo Stonehenge
.

 

imageFestival de Lughnasadh
Lughnasadh é celebrado no dia 1° de fevereiro. "Lá Lúnasa" é um dos quatro Festivais Celtas do Fogo e, basicamente, um ritual agrícola de agradecimento, onde se comemora o primeiro dos três festivais da colheita, dedicado ao Deus Lugh. No
Hemisfério Norte celebra-se no dia 1° de agosto.
Época ideal para agradecermos todas as nossas colheitas, sejam elas
boas ou não, pois sabemos que tudo é necessário para o nosso
crescimento espiritual. A festa de Lugh marca o tempo da colheita e
dos casamentos cujo acordo durava um ano e um dia, podendo
renovar-se todos os anos nessa mesma época.
Lughnasadh significa "A massa de Lugh". Isso se deve ao antigo
costume celta de colher os primeiros grãos para se fazer um grande
pão, que depois seria dividido entre as pessoas do povoado. Outra
parte da colheita seria guardada e usada como sementes na próxima
primavera, garantindo assim, a renovação da vida. O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do caldeirão juntamente com papéis, onde serão escritos seus agradecimentos.
Durante este festival honramos, também, a mãe adotiva de Lugh, Taltiu, que morreu depois do grande esforço que fez para limpar a planície central da Irlanda, preparando a terra para o cultivo, metáfora ao sacrifício que a Grande Mãe faz todos os anos, para que o ciclo da colheita se perpetue.

 

imageEquinócio de Outono
Festival celebrado no dia 21 de março, marca a entrada do Equinócio de Outono que em gaélico se chama Mean Foghmar. Em galês é conhecido como Alban Elfed ou a Luz de Outono, período onde se comemora a segunda colheita, iniciada em Lughnasadh. A vegetação e a luz solar diminuem e o mistério da vida e da morte se fazem presentes. Mais uma vez os dias e as noites são iguais. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 21 de setembro.
Época do equilíbrio, da paz e do tempo de se fazer uma avaliação de tudo aquilo que foi plantado e colhido. As folhas começam a cair e o Sol a minguar rapidamente. A natureza declina e se prepara para a chegada do inverno.
Este festival homenageia o Deus galês Mabon, representando a colheita dos frutos, a despedida do verão e a preparação para o inverno, que se aproxima. Mabon é filho de Madron ou Modron, a mãe divina dos gauleses, associada à fertilidade e as colheitas dos campos. Segundo as Tríades, ela também foi à mãe de Owain e
Urien, contribuindo para as lendas da távola redonda de Arthur e aos
personagens de Morgana Le Fay e Morgawse.

Referências bibliográficas:
CARR-GOMM, Philip - Elementos da Tradição Druida - Ed. Ediouro, 1994.
MACCULLOCH, J.A. - A Religião dos Antigos Celtas - Edinburgh: T. & T. CLARK, 1911.
MARKALE, Jean - A Grande Epopéia dos Celtas - Ed. Ésquilo, 1994.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

A Paixão de Osíris

osiris greenskin

O drama de Osíris nos convida a reflexão evidente do Ser:

Osíris morre e é esquartejado por Seth e seus capangas, suas partes, em 14, são espalhadas pelo Egito.

Como a morte de Hiran Habiff, e de Dionísio, é a morte do Mestre interno, a Consciência, divida agora nas falsas concepções da natureza material.

Ísis comovida, concebe Horus, que vinga a morte de Seth, seu pai.

Ísis, como Maria, como Maya, concebe seu filho através da imaculada concepção, é a mãe fecundada pelo seu divino esposo, o Espírito Santo. Horus é o ouro da alquimia secreta, o fogo que é capaz de queimar toda escória, o velocino de ouro só encontrado nas entranhas da terra.

Horus mata os demônios vermelhos enquanto Ísis junta todas as partes de Osíris, porém falta o falo, que é substituído por um de madeira

A ressureição só vem depois da reintegração, primeiro há morte (dos demônios) depois nascimento (de Osiris) e o falo é consagrado aos deuses sendo o membro mais sagrado do corpo, a natureza gerativa e regenerativa do homem.

Osiris ressucita, porém prefere viver no submundo, para ajudar os perdidos

É no submundo que se realiza a grande obra, “recorda-te que osíris é um deus negro” (vm Samael). Osiris é a semente que se sacrifica no interior da terra para que nasça a planta. A semente humana é Osíris. Equivalente ao Jesus Cristo Hebraico.

Horus sucede Osiris, mas logo deixa de governar o mundo dos homens e também se retira, deixa Toth, o Deus da ciência, escrita, agricultura, astonomia e matemática. Toth ensina toda sua ciência aos homens, constrói as pirâmides e escreve os hieróglifos. Ele é o escriba.

Toth é o patriarca das escolas de mistério egípcias, é a última descendência divina. Toth conserva toda sabedoria dos deuses e ensina ao homem.

Fr. Magnani